FJMONTELLO vence II Prêmio TV Confies na categoria Júri Popular


A Fundação Josué Montello foi a vencedora na categoria júri popular do II Prêmio Confies de TV realizado em Brasília na última semana. O resultado do concurso foi divulgado nessa sexta-feira, dia 8, durante a realização do 2º Congresso Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e Desenvolvimento Tecnológico. O documentário Semana do Bebê Quilombola, de autoria do jornalista, assessor de comunicação da FJMONTELLO, João Torres Jr., sagrou-se campeão com cerca de 80 votos à frente do segundo colocado.


O trabalho retrata o projeto realizado com crianças quilombolas de 0 a 6 anos de idade do município de Bequimão, no interior do Maranhão, que tem parceria com a Prefeitura Municipal, Unicef e diversas outras instituições parceiras.


Com o tema “Inovação na Gestão: O caso das Fundações de Apoio” o concurso teve 10 trabalhos inscritos. Levando em consideração a definição de inovação como uma ação que modifica antigos costumes, manias, legislações, processos e etc; efeito de renovação ou criação de uma novidade, a Fundação apostou em mostrar o processo de inovação aplicado na área de projetos sociais, por meio da aplicação de uma gestão inovadora que integra diversos parceiros e que apresentado excelentes resultados.


O resultado do Prêmio foi recebido pela superintendente de Fundação Josué Montello, Maria Ocirema Gomes de Oliveira, durante o Congresso na capital federal.


Para o realizador do vídeo, João Torres Jr, existe ainda hoje uma dificuldade muito grande de se enxergar a inovação em processos que não envolvam sistemas informatizados ou com o uso intenso de ferramentas de informática. “Apostamos em mostrar uma tecnologia social inovadora que tem o foco nos costumes da população atendida e com forte integração dos parceiros envolvidos”, ressaltou Torres.

“Estamos extremamente felizes, principalmente, pelas inúmeras mensagens positivas de reconhecimento ao projeto. Esse era o objetivo’, finalizou o jornalista.


O Projeto e seu contexto - O Maranhão é um dos estados brasileiros com o maior número de populações negras, remanescentes de quilombos.


Segundo dados do Centro de Cultura Negra do Maranhão, existem no estado 527 comunidades quilombolas.


No município de Bequimão, a 2h e meia da capital, 11 comunidades são reconhecidas oficialmente como originárias de escravos.


Cerca de 1500 famílias quilombolas residem na zona rural de Bequimão, que tem quase 70% de sua população composta por negros.


Essas comunidades, não diferente de outros estados do país, sofrem com a falta de Políticas Públicas que atendam plenamente às suas necessidades e, de forma particular, nos cuidados com as crianças.

A Primeira Infância, fase abordada no projeto, é o período da vida onde o cérebro da criança absorve as informações de forma mais duradoura e vai do nascimento até os seis anos de idade. É nessa fase que a criança cresce, amadurece o cérebro, adquire os movimentos, desenvolve a capacidade de aprendizado, inicia as relações sociais e consolida suas relações afetivas.


Esse perfil criado se estenderá para a vida adulta desses indivíduos, resultando, quando bem acompanhadas, em um impacto social positivo no futuro.

A necessidade de ações voltadas à essas comunidades, principalmente a este público específico fez com que fosse criada por meio da parceria entre Fundação Josué Montello, Secretaria de Estado de Igualdade Racial, Prefeitura de Bequimão, Unicef e diversas outras entidades, a SEMANA DO BEBÊ QUILOMBOLA: Uma grande e moderna estratégia de mobilização social. Um projeto inovador onde a criança quilombola passa a ser observada não só como um indivíduo carente mas como sujeito de direito.


A Semana do Bebê Quilombola traz um novo formato na gestão de projetos sociais voltados ao tema, uma gestão participativa que integra gestores públicos, lideranças políticas e comunitárias, líderes religiosos, comunidades quilombolas, entidades da sociedade civil e sociedade em possa refletir sobre o tema e agir, respeitando, preservando e valorizando a identidade cultural das crianças quilombolas e suas famílias, fortalecendo seus espaços de vivência e ancestralidade.


O projeto incentiva a participação da família e demais cuidadores das crianças quilombolas. A segurança emocional que o cuidador trasmite para o bebê proporciona a criação de vínculos mais fortes e seguros. Um conjunto de ações de atenção às necessidades do bebê e da criança pequena transforma o cuidador em uma base segura para a criança explorar o mundo e aprender com maior rapidez. A inovação da forma de cuidar já traz bons frutos para as famílias.


A preservação, melhoria e valorização dos ambientes familiares do bebê quilombola tem grande importância para o seu desenvolvimento saudável. Mas para que isso aconteça, são necessárias políticas públicas voltadas ao tema.


É no seio da família que a criança, dadas as condições adequadas, cresce forte e mantem seus laços de identidade e ancestralidade. É preciso, ainda, investir em indicadores que demonstrem como as crianças negras quilombolas evoluem nos “direitos positivos” relacionados à sensação de bem-estar e ao pleno desenvolvimento físico e cognitivo, de competências sociais, emocionais e de comunicação. O novo modelo de gestão adotado tem proporcionado essa evolução.


A realização da Semana do Bebê Quilombola vem contribuindo de forma inovadora para o fomento de políticas públicas, com foco no desenvolvimento infantil e possibilita a replicação desta metodologia em outros municípios com presença de comunidades negras remanescentes de quilombos.

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