Matriz Africana: Ações Valorizam Comunidades da Área Itaqui-Bacanga


Foi realizada nesta quarta-feira (26) uma reunião de alinhamento entre parceiros do projeto de Promoção de Ações de Valorização das Comunidades de Matriz Africana, realizado pela Fundação Josué Montello, com apoio da empresa Vale.

O Projeto vem desenvolvendo atividades voltadas para a Saúde; Educação; e Trabalho e Renda, na região do Itaqui-Bacanga, em São Luís, desde o final do ano passado, envolvendo cerca de 40 terreiros de origem africana.

O objetivo é promover ações que resgatem a identidade cultural desses povos e que possibilitem a promoção de políticas públicas adequadas a esses povos, diante do que é assegurado pela legislação brasileira.

Várias instituições vem desenvolvendo atividades nessas comunidades e a reunião serviu para que cada uma delas pudesse visualizar que ações poderão ser executadas para o fortalecimento do projeto que já beneficiou diretamente, até agora, mais de 600 pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos.

Para a coordenadora do Projeto, Benigna Almeida esse número é ainda muito maior se for observado que várias ações formam multiplicadores e que todo o conhecimento adquirido tem sido levado a várias outras pessoas das comunidades.

Para definir as linhas de trabalho possíveis dentro das parceiras firmadas, serão realizadas já nos próximos dias reuniões técnicas entre a coordenação do Projeto Matriz Africana e as equipe de cada instituição.

A coordenadora de Direitos Humanos, Ações Afirmativas e Paz Social da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), Vanessa Amorim, exemplificou a importância dessas parcerias com uma das atividades já desenvolvidas focando esses grupos. Na primeira quinzena de agosto desse ano foi realizada uma busca ativa desses povos de terreiros para o cadastramento ou atualização de dados, em um dos cadastros sociais que permite ao usuário requerer uma série de benefícios. Segundo Vanessa Amorim, em São Luís não existiam registros (nesses sistemas) de pessoas identificadas como sendo de comunidades de matriz africana. “A partir do Projeto de Valorização já foi realizada uma atividade onde fizemos novos cadastros e, a partir de agora, fará com que esses grupos saiam da “invisibilidade”, permitindo o desenvolvimento de políticas públicas específicas para esta parte da sociedade”, destacou a gestora.

Para Helenice Dias, moradora do Itaqui-Bacanga, e integrante de uma das comunidades de matriz africana da região, as atividades tem sido valiosas e através delas, eles tem conseguido informação e conhecimento apara enfrentar o forte preconceito existente contra as pessoas de matriz africana. “Nós estamos aprendendo a nos valorizar. Aprendendo o valor que nós temos. A gente está sendo agraciado e já estamos recebendo frutos”, afirmou ela. “Precisamos de políticas públicas, de melhorias e de mais valorização para o nosso povo”, clamou Helenice Dias.

Participaram da reunião a Secretarias Municipais de Saúde, Criança e Assistência Social, Educação, Secretaria Estadual de Igualdade Racial, Federação Maranhense de Religiões de Matriz Africana, além de integrantes das comunidades beneficiadas.

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